Dança, é uma palavra no feminino.

O GUIdance chega aos 2 dígitos e celebra um forte legado emergido ao longo da última década na cidade de Guimarães, que se tem vindo gradualmente a converter em pólis da criação. Um acontecimento para o qual convocamos um grupo de mulheres fortes e 3 homens alinhados com elas.

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Promovemos, nesta edição dos 10 anos, o regresso de algumas importantes coreógrafas que assinaram momentos fundamentais na história do GUIdance e outras que chegam, pela primeira vez, para deixar a sua marca. Este movimento feminino do elenco, coloca intencionalmente o papel da mulher no centro da criação e das atenções, reforçado pela presença de homens que acentuam ainda mais essa qualidade.

As várias sensibilidades em jogo no programa, remetem-nos para uma ideia de construção de tempo que escapa a uma interpretação linear, procurando estabelecer nexos que resultam de uma formação multifragmentada e multidimensional. E se quisermos olhar por uma lente mais apurada, a proposta é que habitemos o domínio do sonho (imaginação do inconsciente) e suas variantes, a partir de um lastro de vida no feminino. E a partir daí chegar a um outro lugar.

Mais do que fazer sentido, o que este programa pretende é fazer-se sentir, fazer pensar e sobretudo fazer-nos viver em zona aberta a outras soluções, porque o mundo não pode encalhar no passado de decisões que já não funcionam no contexto atual.

Através da inesgotável força criativa da mulher, ligaremos a história do festival à história da dança contemporânea portuguesa (inclusive ao Ballet Gulbenkian) para deixar tudo num novo ponto de partida.

E para onde nos dirigimos, então?

Para esse lugar de energia vital, onde se imagina ter havido um grande clarão de luz momentos antes da origem da criação da peça de todas as peças: “A Sagração da Primavera”.

Que este GUIdance seja pois tão poderoso quanto o clarão do momento antes...

Rui Torrinha

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