SÁBADO 14 FEVEREIRO, 16H00

CIAJG

Debate II - Dança em Estado Crítico

Da importância da imaginação e de re-imaginar em tempos de grande fragilidade

Moderação Cláudia Galhós

Entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível

2026.02.14 GUIdance 2026 DEBATE II Dança em Estado Crítico Da importância da imaginação e de re-imaginar em tempos de grande fragilidade

Reabilitar a possibilidade de pensar o futuro. É isso que a dança este GUIdance nos traz. Não é fechar a porta nem os sentidos para as feridas e a violência em que vivemos atualmente, nem para os vestígios presentes de um passado pouco glorioso. Reativar a imaginação e o exercício de re-imaginar, conscientes das muitas ameaças à liberdade, ameaça à existência humana, ameaça à extinção de todas as formas de vida no planeta, ameaça à compreensão e acolhimento de quem procura refúgio, ameaça à tolerância e ameaça à valorização da diferença.

De algum modo, as propostas deste GUIdance 2026 são atravessadas por estas questões, algumas com alegria e humor, outras como atos de coragem e longevidade, outras como reivindicação da sedução, do prazer e do desejo, outras ainda como celebração e enunciação do convívio das diferenças. O corpo vibra e traz consigo pensamento e visões críticas do estado crítico do mundo. É sobre tudo isto que vamos conversar nestes dois sábados, inspirados pelo programa do GUIdance 2026.

Marta Abreu - “Eu sou a Marta, tenho 22 anos, sou natural de Guimarães e a dança faz parte da minha identidade desde que, em criança, imitava as coreografias do Michael Jackson. Com um percurso que passou pelas danças urbanas de competição e uma licenciatura em Teatro e Artes Performativas, fundi a técnica do movimento com a expressão cénica. Atualmente, foco-me no freestyle e na criação de conteúdos digitais, onde encaro a dança como um ato político e emocional.”


Teresa Arêde - Teresa Arêde (Viseu, 1991) artista plástica e performer, vive e trabalha entre Viseu e Porto, e actua nas áreas das artes visuais, som e performance. Licenciada em Artes Plásticas - Multimédia pelaFBAUP, dedicou-se simultaneamente ao estudo do canto clássico no Conservatório de Música do Porto. Aprofundou os seus conhecimentos musicais na Guildhall School of Music and Drama em Londres, cidade onde concluiu também um Mestrado em Arte no Royal College of Art. É actualmente aluna do doutoramento em Artes Plásticas na FBAUP e bolseira da FCT. Expõe regularmente destacando-se os projectos recentes Meia-Sombra (2025), com curadoria de Sara Castelo Branco, numa colaboração do Museu do Caramulo e da Culturgest; a performance SIRENS no festival Concertos que Nunca Existiram (2025); a residência CAV(2024) da FLAD, no Córtex Frontal em Arraiolos; a performance Yutori (2024), com Tomás Alvarenga, no GNRation, Braga; as exposições colectivas Aparição (2024), Armazém Fundo, Porto; A Velocidade da Queda (2024), Galeria Plato, Évora; a performance Shadow I & II, para o evento Turno da Noite, no CIAJG, Guimarães; as exposições individuais Lamento (2023), Galeria Ocupa, Porto; Ar Líquido (2023), no Museu Keil Amaral, Viseu, em colaboração com o compositor Pedro Lima, e apoiada

pelo Eixo Cultura da Câmara Municipal de Viseu; a exposição individual Boca de Cena (2021), no espaço DENTRO, Porto; as exposições colectivas London Grads Now (2020), na Saatchi Gallery, Londres; RCA/SLADE Graduate Show na Kristin Hjellegjerde Gallery, Londres, e a exposição virtual Tomorrow:London (2020) no White Cube Gallery, para a qual foi selecionada. Dedica-se também à mediação artística nos serviços educativos de museus de arte contemporânea. No papel de educadora e mediadora tem criado workshops focados em intersecções entre voz e imagem. Destacam-se as oficinas criadas para o Centro Internacional de Artes José de Guimarães, Centro de Arte da Oliva, Serralves em Festa e Galeria Sismógrafo. Para o CIAJG, no ano de 2024, criou o projecto De Canto a Canto, um coro formado por imigrantes residentes em Guimarães, onde se explorou colectivamente repertório dos seus países de origem. Colabora desde 2022 com o curso de performance e dança contemporânea da Oficina 0 de Mafalda Deville, abordando estratégias vocais e improvisação sonora adaptadas ao corpo em movimento.


Alexandra Fonseca - Começa a dar aulas de dança em 1995, quando inicia o seu Certificado de Ensino em dança pela Royal Academy of Dance (1995-1998), criando em 1997 a Escola Bailado de Fafe (EBF), na cidade de Fafe. É licenciada emSociologia dasOrganizações pela Universidade do Minho (1992-1997). Em 2001,faz a pós-graduação emGestão cultural noOporto Business School(2000-2001) e encontrase atualmente a finalizar o seu Mestrado em Comunicação, arte e cultura, na Universidade do Minho, desenvolvendo a tese no ensino através da arte, com base na dança, sob o título “Corpos em movimento - o ensino através da arte” (projeto que está a ser desenvolvido desde 2019 com o Agrupamento de escolas de Montelongo, na cidade de Fafe). Em 2006, funda a Associação de Projetos Culturais Zero-Amarelo, para a dinamização da dança e a formação de públicos, coma produção e realização regular de espetáculos de dança profissionais (comtrabalhos de companhias nacionais ou estrangeiras convidadas, bem como mostras de trabalho independentes) e semiprofissionais, (ligados às obras de criação e composição dos alunos finalistas da EBF com a Buzz CIA de Dança, desde 2007), em conjunto com o Teatro-Cinema de Fafe e a Câmara Municipal de Fafe. Como bailarina, e pensando nos trabalhos mais recentes, tem desenvolvido projetos a solo ou com bailarinos convidados, tendo como exemplos: "Mesa para três"(2007) e "Diálogus Ibéricos"(2016), apresentado também em Espanha (2017) e no Brasil (2018). A 27 de julho de 2019, estreia na cidade de Fafe o último trabalho desenvolvido antes da Pandemia, "Desdémona", Com Miguel Santos e Fernanda Pereira, com dramaturgia de Moncho Rodrigues. O dueto “CasaCorpo”, com Pedro Carvalho e música de André Barros, teve estreia a 18 de dezembro de 2021, também em Fafe, com pré-estreia na cidade deVila do Conde emagosto domesmo ano,seguindo para Freixo-de-espada a cinta, integrando o festival de artes performativas e teatro de marionetas. Cria, em 2022, o solo “Inquietude”, com dramaturgia de Moncho rodrigues(último trabalho deste grande Actor, criador, dramaturgo, escritor, pensador, antes do seu desaparecimento em 2023), e a 3 de dezembro de 2022, sobe a palco com o trabalho “Depois do Fim”, de RicardoAmbrósio para a BuzzCia., e que dava inícioaosfestejosdos25anosdaEscola Bailado de Fafe. Em 2024 tem a seu cargo a criação e produção, fazendo parte também como interprete, da obra “Carmina Burana”, para o centenário do Teatro Cinema de Fafe, naquele que foi um momento memorável, envolvendo cerca de 300 pessoas,desde bailarinos,músicos/orquestra e cantores. A sua última peça, “nosilêncio das vozesrecrio assombras dos meus dias”, teve estreia em julho de 2025, no Teatro-Cinema de Fafe, integrando as comemorações dos 50 anos do 25 de abril, no qual também é interprete.


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