SÁBADO 7 FEVEREIRO, 16H00

CIAJG

Debate I - Dança em Estado Crítico

Da importância da imaginação e de re-imaginar em tempos de grande fragilidade

Entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível

2026.02.07 GUIdance 2026 DEBATE I Dança em Estado Crítico Da importância da imaginação e de re-imaginar em tempos de grande fragilidade

Reabilitar a possibilidade de pensar o futuro. É isso que a dança este GUIdance nos traz. Não é fechar a porta nem os sentidos para as feridas e a violência em que vivemos atualmente, nem para os vestígios presentes de um passado pouco glorioso. Reativar a imaginação e o exercício de re-imaginar, conscientes das muitas ameaças à liberdade, ameaça à existência humana, ameaça à extinção de todas as formas de vida no planeta, ameaça à compreensão e acolhimento de quem procura refúgio, ameaça à tolerância e ameaça à valorização da diferença.

De algum modo, as propostas deste GUIdance 2026 são atravessadas por estas questões, algumas com alegria e humor, outras como atos de coragem e longevidade, outras como reivindicação da sedução, do prazer e do desejo, outras ainda como celebração e enunciação do convívio das diferenças. O corpo vibra e traz consigo pensamento e visões críticas do estado crítico do mundo. É sobre tudo isto que vamos conversar nestes dois sábados, inspirados pelo programa do

GUIdance 2026.

Marco Ulloa - é um encenador natural de Santiago do Chile, com uma vasta experiência no âmbito das artes performativas, da docência e da gestão cultural. Ao longo da sua carreira, formou profissionais de teatro no Chile, em Itália e na Eslovénia, tendo sido reconhecido pela crítica especializada chilena como um dos encenadores mais proeminentes da sua geração.

Várias das suas obras foram galardoadas com distinções importantes. Desde 2013, tem focado o seu trabalho no Teatro Social, colaborando inicialmente no sul do Chile com comunidades rurais e indígenas. Há pouco mais de dois anos, desenvolve a sua atividade na CERCIGUI, onde trabalha com pessoas com deficiência. O seu foco atual incide na exploração de uma linguagem cénica que brota da sensibilidade destes intérpretes e na investigação de uma estética própria que nasce da deficiência.


Beatriz Marcos - Beatriz Marcos (Guimarães, 1998), é Artista Multidisciplinar e Técnica de Práticas Educativas no Programa Mais Três. Licenciada em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e Mestre em Comunicação, Arte e Cultura pela Universidade do Minho, desenvolve o seu trabalho no cruzamento entre as Artes Visuais, a Mediação Cultural e a Educação Artística. O seu percurso foi desde cedo marcado pelas Artes Performativas, tendo-se iniciado no Ballet Clássico e mais tarde na Dança Contemporânea, formação que manteve da infância à vida adulta, e que moldou o seu olhar sobre corpo, movimento, espaço e luz. É nos elementos naturais que se inspira para a criação de ilustrações e instalações artísticas, procurando criar experiências sensoriais que aproximem o público da obra. Participou em vários espetáculos e ações de voluntariado na área da organização de eventos culturais. Foi ainda Mediadora Cultural no Museu Coleção Peggy Guggenheim e na 60.ª Exposição Internacional de Arte - La Biennale di Venezia 2024.


Cátia Esteves - Cátia Esteves iniciou os seus estudos na área da dança numa escola que acabou por ser a base fundamental das suas primeiras experiências de corpo, movimento, palco e comunicação artística: Ginasiano Escola de Dança. Habitou, conheceu, viajou, desenvolveu e segurou tudo o que os anos de formação tinham para lhe dar. Isto levou-a a continuar na procura de mais: mais workshops dentro e fora do país, mais trabalhos com coreógrafos independentes, até chegar ao Ballet Contemporâneo do Norte, onde continuou a dançar uns largos anos. As primeiras experiências coreográficas foram na génese do NEC – Núcleo de Experimentação Coreográfica, onde surgiram encontros e cruzamentos com Joclécio Azevedo e outros artistas emergentes. Pelo caminho, entregou-se às ciências sociais: terminou uma licenciatura em Economia e, mais tarde, um mestrado em Ensino de Dança (ESD). A sociedade e a relação com o outro direcionaram-na para a pedagogia, lecionando durante mais de 15 anos em diversas escolas de ensino básico supletivo, articulado e integrado (Lugar Presente, Ginasiano Escola de Dança, AMVP, entre outras). Exerceu funções de docência no ensino superior (na Escola Superior de Dança, licenciaturas e mestrados; e na UTAD, na Licenciatura em Teatro e Artes Performativas). Preservou ativamente e desde sempre a relação profissional com a dança, desempenhando funções de assistência de movimento com Nuno Cardoso (Ao Cabo Teatro), a Orquestra do Norte e a Companhia Instável e trabalhando com coreógrafos nacionais e internacionais: Gregory Maqoma, Willi Dorner e Roberto Olivan. O mais recente trabalho é ao lado de Victor Hugo Pontes (Nome Próprio), na função de assistente de direção artística na peça coreográfica BANTU. Colabora ainda como formadora e professora em instituições profissionais (Nome Próprio, Companhia Paulo Ribeiro, entre outras).

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